Pesquisar este blog

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MEC: número de graduados por ano no País triplicou

O número de graduados por ano no País triplicou em 10 anos, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com o ministério, em 2001, o número de graduados por ano era de 350 mil e atualmente a soma chega a 950 mil.

"A modernização da universidade brasileira corresponde ao avanço da educação, nos padrões da evolução detectada pelos organismos internacionais, que colocaram o país como um dos três que mais avançaram na última década", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Haddad rechaçou os críticos que insistem em afirmar que a educação não acompanha o desenvolvimento econômico do País. "Dobramos as vagas de acesso, ampliamos a proporção de estudantes por função docente e investimos em inovações pedagógicas como os bacharelados interdisciplinares, entre outras ações", concluiu o ministro.

Orçamento

Quanto ao orçamento da educação, Haddad confirmou as promessas em termos de docentes, técnicos e obras na esfera do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

"Quando há prioridade e vontade política, as universidades e institutos federais respondem aos desafios que o país precisa superar", disse, ao participar da inauguração da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN. O ministro salientou ainda que o MEC registra hoje cerca de 3,5 milhões de m² de obras. "O equivalente a 500 desses pavilhões de 7 mil m² que estamos inaugurando agora", disse.

POSTAGEM LIVRE

Irmão de Wellington diz que história

da família em Realengo está “acabada”


Parente contou que familiares de atirador tiveram que abandonar casa no Rio

Um dos cinco irmãos de Wellington Menezes de Oliveira, o atirador que matou 12 crianças e feriu outras 12 no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, disse que a história da família no bairro está acabada.

O irmão de Wellington, que mora em Brasília, disse que os irmãos do atirador que mora no Rio tiveram de deixar suas casas por medo de represálias.

- Estamos sem chão. Toda uma história positiva que a família tinha junto aos vizinhos, infelizmente está assim. Tiveram que sair da casa por causa de atitude monstruosa, calculada [de Wellington]. Ele preparou isso e machucou muito a minha família. Nossa história em relação àquela área está acabada.

O irmão do atirador conta que ficou emocionado quando soube da iniciativa de ex-colegas de Wellington de pintar a fachada da casa da família, no Rio, após ataque de vândalos.

- Ficamos muito emocionados quando soubemos disso. Ex-amigos de colégio dele que levantaram essa bandeira. Nossa mãe era amiga de todo mundo ali.

Foi a partir da revolta dos sobrinhos ao ver que a casa havia sido depredada que o cabeleireiro Marcos Gerbatim, de 47 anos, ex-aluno e pai de dois filhos, teve a ideia de mobilizar a vizinhança para pintar os muros da residência, que fica a poucos metros da escola, e cobrir o portão destruído a pedradas com folhas brancas.

O irmão de Wellington afirmou que a família não tem intenção de providenciar um enterro para o atirador, pois o sentimento deles, no momento, está concentrado neles e nos parentes das vítimas.

- Temos estrutura familiar, mas uma pessoa que planeja e faz o que ele fez... Minha família jamais poderíamos por nosso sentimento direcionado a ele. Nossa atenção está direcionada a nós, que estamos vivos, e aos familiares das vítimas.

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes baleadas, uma delas na cabeça, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).

O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem pode ser enterrado como indigente a partir do dia 23 de abril.

Egito volta a reprimir manifestantes

A praça Tahir, no centro do Cairo, voltou a ser cenário de conflitos. Duas pessoas morreram e pelo menos 18 ficaram feridas em enfrentamentos da noite de sexta-feira entre a Polícia Militar e manifestantes. Ontem, cerca de 200 pessoas permaneciam na praça em que começou a rebelião popular que derrubou o presidente egípcio Hosni Mubarak, em fevereiro, após quase 30 anos no poder. Os manifestantes pedem que Mubarak seja julgado no país por crimes de corrupção.

A junta militar que governa o país disse que reprimiria manifestantes com "firmeza e força" para garantir que a vida voltasse ao normal no país.

A justiça egípcia anunciou ontem a convocação de Mubarak e seus dois filhos, Alaa e Gamal, para que se defendam das acusações de corrupção e repressão das manifestações em janeiro e fevereiro, que resultaram em 800 mortos e milhares de feridos.

Pouco antes, Mubarak falou pela primeira vez desde que deixou o poder. Em mensagem de áudio, negou que ele e sua família tenham dinheiro roubado do Estado em contas no exterior.
bibliografia:
http://www.destakjornal.com.br/

Grã-Bretanha: trégua na Líbia deve cumprir condições da ONU



LONDRES (Reuters) - Qualquer proposta de cessar-fogo na Líbia deve estar de acordo com as condições estabelecidas pela ONU, disse nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague.

"Não deve haver nenhum cessar-fogo que não esteja completamente de acordo com as condições das resoluções do Conselho de Segurança da ONU 1970 e 1973", disse ele.

"Qualquer coisa que fique aquém disso será uma traição ao povo da Líbia e será usado pelo regime que anunciou duas vezes cessar-fogo sem nenhum efeito desde que começaram os combates", afirmou Hague em uma entrevista à imprensa com o ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini.

Hague e Frattini afirmaram que o líder líbio Muammar Gadaffi deve deixar o poder.

(Reportagem de Tim Castle e Olesya Dmitracova)

DIMINUIÇAO DA CONCENTRAÇÃO DE RENDA

Senado aprova empréstimo de US$ 200 mi para o Bolsa Família

O plenário do Senado aprovou ontem o pedido da União para contrair empréstimo de até US$ 200 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para o programa Bolsa Família. O texto será agora promulgado pela presidenta da República.

“Há um consenso entre os analistas de políticas públicas de que o Programa Bolsa Família, junto com outras iniciativas governamentais, contribuiu significativamente para a redução da concentração de renda da população brasileira”, argumenta o relator do texto na comissão, senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

O projeto inclui seis componentes, o primeiro envolvendo a aplicação de até US$ 185 milhões em favor das famílias assistidas pelo Bolsa Família, no formato de transferências condicionadas de renda.

Outros US$ 30 milhões se referem a despesas com melhorias de gestão do programa, além de aperfeiçoamentos no Sistema de Cadastro Único. Nesse caso, metade dos gastos será coberta pelo empréstimo. A diferença corresponde à contrapartida nacional.

“As obrigações contratuais são passíveis de cumprimento pelas partes envolvidas, não atribuindo ao Tesouro Nacional riscos superiores àqueles normalmente assumidos em operações já contratadas com organismos multilaterais de crédito”, diz texto do Ministério da Fazenda encaminhado à Casa.

BIBLIOGRAFIA :

http://www.correio24horas.com.br/noticias/

'A internet é o único lugar onde a Al Qaeda florece'

Estudioso do terrorismo, o americano Scott Atran afirma que um grande descrédito pesa sobre a rede de Osama bin Laden, e que sua principal arma hoje em dia é a web

Cecília Araújo
Abdullah Hermat passou 7 anos na prisão, acusado de ter participado do atentado do 11 de setembro, mas descobriram que ele era inocente

Abdullah Hermat passou 7 anos na prisão, acusado de ter participado do atentado do 11 de setembro, mas descobriram que ele era inocente (Paula Bronstein / Getty Images)

"O primeiro passo para se chegar a um terrorista é conhecer os seus amigos", aponta Atran

Diante das revoltas populares que tomam conta de grande parte do mundo islâmico, surge o temor de que o grupo terrorista Al Qaeda se valha do caos instaurado na região para ampliar sua influência no mundo. Os terroristas parecem já se aproveitar para contrabandear armas. Mas a principal forma de infiltração usada pela Al Qaeda é a ideológica. "O maior perigo está em a mensagem do grupo se espalhar entre os jovens revolucionários”, diz o americano Scott Atran, autor do livro Talking to the Enemy: Faith, Brotherhood, and the (Un)Making of Terrorists(Falando com o Inimigo: Fé, Irmandade e o (Des)Fazer dos Terroristas, 2010, Editora HarperCollins), que também é chefe de pesquisas antropológicas do Instituto Jean Nicod do Centro Nacional Pesquisa Científica da França e professor de psicologia da Universidade de Michigan.

Segundo Atran, qualquer pessoa está sujeita a ser um homem-bomba. “O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações”, diz ele. O antropólogo, que já estudou de perto terroristas desde as florestas da Indonésia até o Marrocos, explica que novos integrantes de redes terroristas quase sempre são aliciados quando formam algum laço de amizade com veteranos da organização ou porque se veem de repente numa vizinhança ou num ambiente infiltrado por eles. "Apenas 15% entraram para a Al Qaeda por influência da própria família", diz.

Reprodução

Scott Atran é autor do livro 'Talking to the Enemy'

Scott Atran é autor do livro 'Talking to the Enemy'

O que leva uma pessoa ao terrorismo?Os seres humanos têm uma característica que os distingue dos animais. É o que Thomas Hobbes chamou de “privilégio do absurdo”, o que é particular dos homens. É algo que impulsiona guerras, revoluções e ações violentas coletivas, mais do que qualquer outra coisa - inclusive problemas econômicos. Os terroristas se sacrificam por uma coletividade abstrata, que normalmente não se restringe a familiares e amigos. Sistemas políticos e religiosos usam o termo “família” para mobilizar pessoas em torno de uma ideologia. A religião pode chegar mais longe por ir além do conceito de nação, tendo características transcendentais. Sobre isso, não há controle.

Na semana passada, a revista VEJA revelou documentos que mostram a presença uma rede terrorista no Brasil. A reportagem conversou com alguns deles e detalhou seus perfis. Eles parecem pessoas comuns. O senhor se surpreende com isso? O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações. Além disso, quase nenhum terrorista teve educação religiosa. Muitos deles “nascem de novo”, ou seja, sofrem uma conversão, aos 18 ou 20 anos, talvez um pouco mais tarde. É nesse momento que se envolvem com religião. Mas a religiosidade não é um sinal para se prever a tendência de uma pessoa a fazer parte de um grupo terrorista. A maioria dos integrantes da Al Qaeda é da classe média, como estudantes de engenharia e medicina. Não adianta procurar terroristas em encontros de estudo do Corão.

Como, então, é possível identificá-los? O primeiro passo para se chegar a um terrorista é conhecer os seus amigos. Se uma pessoa tem amigos ligados a algum grupo que prega o terror, ela fica muito mais propensa a se tornar um terrorista. Dentro da Al Qaeda, mais de 70% dos membros foram incorporados a partir da simples convivência com uma vizinhança ligada ao grupo, sendo que apenas 15% entraram para o movimento a partir da influência da própria família. Na prática, a Al Qaeda não recruta pessoas, isso é um mito. Ao contrário, é muito mais comum as pessoas procurarem pela Al Qaeda. No atentado do 11 de setembro, por exemplo, foi Khalid Sheikh Mohamed que apresentou seu plano ao grupo, que apenas aceitou a proposta.

Se é tão aleatório, como monitorar regiões contra o terrorismo? Ao descobrir um membro que faz parte da rede, pode-se chegar a outros investigando a vizinhança e os amigos. O que eles comem, o que vestem, com quem saem, que lugares frequentam? As pessoas de uma mesma rede começam a ter hábitos em comum. Ainda assim, não é um trabalho fácil. Mesmo dentro das células terroristas, há muita fluidez. Um integrante pode fazer parte de uma célula num dia e deixar de fazer no outro. Novos membros surgem, alguns ficam mais radicais, outros menos. É comum que uma pessoa não-terrorista conheça um terrorista ou se relacione com alguém que conheça um. Os terroristas também têm parentes e amigos. E todos se misturam.

A Al Qaeda vai se beneficiar dos levantes que hoje acontecem no mundo árabe? A principal forma de infiltração da Al Qaeda é a ideológica. Os terroristas tentarão entrar na cabeça desses jovens revoltosos. Mas isso não quer dizer que vão conquistar muitos adeptos. No Egito, por exemplo, os jovens conseguiram fazer em 18 dias o que a Al Qaeda tenta há 18 anos sem sucesso. E eles o fizeram sem confrontos violentos, sendo que a Al Qaeda diz ser necessário o uso da força contra qualquer inimigo. Um descrédito enorme pesa sobre a Al Qaeda neste momento.

Mas há sinais de que o grupo se beneficia do conflito na Líbia, por exemplo, para contrabandear armas. Materialmente ou militarmente, a Al Qaeda é insignificante hoje em dia. Seu principal ativo é a "marca" Al Qaeda - que muitos extremistas desejam usar, pois isso é promessa de visibilidade a seus atos. Por isso também, afirmo que o maior perigo está na infiltração ideológica. Revoluções e guerras são impulsionadas por ideologias ou mudanças morais. A Al Qaeda certamente tentará atrair para si os jovens que hoje vão às ruas no mundo árabe. Nessa tarefa, a internet tem grande importância. A internet é o único lugar onde a Al Qaeda está florecendo e é altamente competitiva.

Um clérigo iemenita-americano, Anwar al-Awlaki, falou na semana passada da empolgação do grupo terrorista diante das possibilidades que se abrem em todos os países que vivem uma crise política, especialmente no Iêmen... O Iêmen é a única entre as nações árabes em crise onde o grupo parece ter algum sucesso até agora, por razões bastante particulares. O país, que já viveu uma guerra civil que o dividiu entre norte e sul, possui um histórico terrorista. A família paterna do saudita Osama bin Laden é iemenita, e algumas regiões do Iêmen ainda enfrentam a chamada Al Qaeda na Península Arábica (AQPA), nascida da fusão dos braços iemenita e saudita da Al Qaeda. Nesse contexto de caos, as autoridades estão perdendo força e muita gente está armada no país.

A Al Qaeda também tem ambições políticas? Claro que eles adorariam que um estado islâmico fosse estabelecido em qualquer dos países que hoje estão em ebulição. Porém, sua ideia de estado islâmico é muito restrita, e não existe um só país que respeite a Sharia de acordo com sua interpretação, a não ser o Afeganistão dos talibãs. O próprio mundo islâmico não gosta da Al Qaeda.

bibliografia:http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/

'A internet é o único lugar onde a Al Qaeda florece'

Estudioso do terrorismo, o americano Scott Atran afirma que um grande descrédito pesa sobre a rede de Osama bin Laden, e que sua principal arma hoje em dia é a web

Cecília Araújo
Abdullah Hermat passou 7 anos na prisão, acusado de ter participado do atentado do 11 de setembro, mas descobriram que ele era inocente

Abdullah Hermat passou 7 anos na prisão, acusado de ter participado do atentado do 11 de setembro, mas descobriram que ele era inocente (Paula Bronstein / Getty Images)

"O primeiro passo para se chegar a um terrorista é conhecer os seus amigos", aponta Atran

Diante das revoltas populares que tomam conta de grande parte do mundo islâmico, surge o temor de que o grupo terrorista Al Qaeda se valha do caos instaurado na região para ampliar sua influência no mundo. Os terroristas parecem já se aproveitar para contrabandear armas. Mas a principal forma de infiltração usada pela Al Qaeda é a ideológica. "O maior perigo está em a mensagem do grupo se espalhar entre os jovens revolucionários”, diz o americano Scott Atran, autor do livro Talking to the Enemy: Faith, Brotherhood, and the (Un)Making of Terrorists(Falando com o Inimigo: Fé, Irmandade e o (Des)Fazer dos Terroristas, 2010, Editora HarperCollins), que também é chefe de pesquisas antropológicas do Instituto Jean Nicod do Centro Nacional Pesquisa Científica da França e professor de psicologia da Universidade de Michigan.

Segundo Atran, qualquer pessoa está sujeita a ser um homem-bomba. “O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações”, diz ele. O antropólogo, que já estudou de perto terroristas desde as florestas da Indonésia até o Marrocos, explica que novos integrantes de redes terroristas quase sempre são aliciados quando formam algum laço de amizade com veteranos da organização ou porque se veem de repente numa vizinhança ou num ambiente infiltrado por eles. "Apenas 15% entraram para a Al Qaeda por influência da própria família", diz.

Reprodução

Scott Atran é autor do livro 'Talking to the Enemy'

Scott Atran é autor do livro 'Talking to the Enemy'

O que leva uma pessoa ao terrorismo?Os seres humanos têm uma característica que os distingue dos animais. É o que Thomas Hobbes chamou de “privilégio do absurdo”, o que é particular dos homens. É algo que impulsiona guerras, revoluções e ações violentas coletivas, mais do que qualquer outra coisa - inclusive problemas econômicos. Os terroristas se sacrificam por uma coletividade abstrata, que normalmente não se restringe a familiares e amigos. Sistemas políticos e religiosos usam o termo “família” para mobilizar pessoas em torno de uma ideologia. A religião pode chegar mais longe por ir além do conceito de nação, tendo características transcendentais. Sobre isso, não há controle.

Na semana passada, a revista VEJA revelou documentos que mostram a presença uma rede terrorista no Brasil. A reportagem conversou com alguns deles e detalhou seus perfis. Eles parecem pessoas comuns. O senhor se surpreende com isso? O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações. Além disso, quase nenhum terrorista teve educação religiosa. Muitos deles “nascem de novo”, ou seja, sofrem uma conversão, aos 18 ou 20 anos, talvez um pouco mais tarde. É nesse momento que se envolvem com religião. Mas a religiosidade não é um sinal para se prever a tendência de uma pessoa a fazer parte de um grupo terrorista. A maioria dos integrantes da Al Qaeda é da classe média, como estudantes de engenharia e medicina. Não adianta procurar terroristas em encontros de estudo do Corão.

Como, então, é possível identificá-los? O primeiro passo para se chegar a um terrorista é conhecer os seus amigos. Se uma pessoa tem amigos ligados a algum grupo que prega o terror, ela fica muito mais propensa a se tornar um terrorista. Dentro da Al Qaeda, mais de 70% dos membros foram incorporados a partir da simples convivência com uma vizinhança ligada ao grupo, sendo que apenas 15% entraram para o movimento a partir da influência da própria família. Na prática, a Al Qaeda não recruta pessoas, isso é um mito. Ao contrário, é muito mais comum as pessoas procurarem pela Al Qaeda. No atentado do 11 de setembro, por exemplo, foi Khalid Sheikh Mohamed que apresentou seu plano ao grupo, que apenas aceitou a proposta.

Se é tão aleatório, como monitorar regiões contra o terrorismo? Ao descobrir um membro que faz parte da rede, pode-se chegar a outros investigando a vizinhança e os amigos. O que eles comem, o que vestem, com quem saem, que lugares frequentam? As pessoas de uma mesma rede começam a ter hábitos em comum. Ainda assim, não é um trabalho fácil. Mesmo dentro das células terroristas, há muita fluidez. Um integrante pode fazer parte de uma célula num dia e deixar de fazer no outro. Novos membros surgem, alguns ficam mais radicais, outros menos. É comum que uma pessoa não-terrorista conheça um terrorista ou se relacione com alguém que conheça um. Os terroristas também têm parentes e amigos. E todos se misturam.

A Al Qaeda vai se beneficiar dos levantes que hoje acontecem no mundo árabe? A principal forma de infiltração da Al Qaeda é a ideológica. Os terroristas tentarão entrar na cabeça desses jovens revoltosos. Mas isso não quer dizer que vão conquistar muitos adeptos. No Egito, por exemplo, os jovens conseguiram fazer em 18 dias o que a Al Qaeda tenta há 18 anos sem sucesso. E eles o fizeram sem confrontos violentos, sendo que a Al Qaeda diz ser necessário o uso da força contra qualquer inimigo. Um descrédito enorme pesa sobre a Al Qaeda neste momento.

Mas há sinais de que o grupo se beneficia do conflito na Líbia, por exemplo, para contrabandear armas. Materialmente ou militarmente, a Al Qaeda é insignificante hoje em dia. Seu principal ativo é a "marca" Al Qaeda - que muitos extremistas desejam usar, pois isso é promessa de visibilidade a seus atos. Por isso também, afirmo que o maior perigo está na infiltração ideológica. Revoluções e guerras são impulsionadas por ideologias ou mudanças morais. A Al Qaeda certamente tentará atrair para si os jovens que hoje vão às ruas no mundo árabe. Nessa tarefa, a internet tem grande importância. A internet é o único lugar onde a Al Qaeda está florecendo e é altamente competitiva.

Um clérigo iemenita-americano, Anwar al-Awlaki, falou na semana passada da empolgação do grupo terrorista diante das possibilidades que se abrem em todos os países que vivem uma crise política, especialmente no Iêmen... O Iêmen é a única entre as nações árabes em crise onde o grupo parece ter algum sucesso até agora, por razões bastante particulares. O país, que já viveu uma guerra civil que o dividiu entre norte e sul, possui um histórico terrorista. A família paterna do saudita Osama bin Laden é iemenita, e algumas regiões do Iêmen ainda enfrentam a chamada Al Qaeda na Península Arábica (AQPA), nascida da fusão dos braços iemenita e saudita da Al Qaeda. Nesse contexto de caos, as autoridades estão perdendo força e muita gente está armada no país.

A Al Qaeda também tem ambições políticas? Claro que eles adorariam que um estado islâmico fosse estabelecido em qualquer dos países que hoje estão em ebulição. Porém, sua ideia de estado islâmico é muito restrita, e não existe um só país que respeite a Sharia de acordo com sua interpretação, a não ser o Afeganistão dos talibãs. O próprio mundo islâmico não gosta da Al Qaeda.

bibliografia:http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/

MST ocupa mais oito fazendas no interior de SP

SÃO PAULO - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam neste domingo mais oito fazendas no interior do estado de São Paulo, fazendo com que o número de áreas invadidas no Pontal do Paranapanema, no Oeste de São Paulo, chegasse a 36 neste fim de semana. Outras 28 propriedades foram ocupadas neste sábado, incluindo áreas invadidas pelos sem-terra na região de Araçatuba. A Polícia Militar não confirmou o número.

Segundo um dos líderes do MST, José Rainha Júnior, o número de áreas ocupadas deve chegar a 40 nesta segunda-feira e 50 até o dia 17 de abril. Na data, serão completados 15 anos do massacre de 19 sem terra em Eldorado dos Carajás, no Pará. A ação deste fim de semana teria mobilizado 6 mil pessoas, e faz parte do “Abril Vermelho”, jornada de luta pela reforma agrária, que ocupa fazendas também na Bahia.

educação

Câmara reestuda usar fundo do pré-sal para educação


Plano Nacional de Educação (PNE) tem mais de 130 sugestões. Deve ser instalada comissão presidida por Gastão Vieira (PMDB-MA).


Vetada pela administração Lula, a destinação de 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino pode ressuscitar na Câmara dos Deputados, sob a forma de emenda ao novo Plano Nacional de Educação (PNE). Entidades aguardam o retorno do PNE à pauta legislativa para pressionar as autoridades a aceitar as mais de 130 sugestões ao projeto de lei, como a elevação do investimento público em educação dos atuais 5% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020 - o Executivo prevê 7%. O objetivo é tornar o plano mais ambicioso e encurtar os prazos de algumas das metas estabelecidas pelo governo para o decênio 2011-2020. Uma comissão especial presidida pelo deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) deverá ser instalada na próxima quarta-feira para cuidar do PNE. A versão encaminhada por Lula ao Congresso no final do ano passado contém dez diretrizes e 20 metas - entre elas, a erradicação do analfabetismo. Prevê "destinar recursos do Fundo Social ao desenvolvimento do ensino", sem determinar uma porcentagem, e "ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7%" do PIB. "Os movimentos sociais e as entidades representativas de ensino superior já nos têm procurado para marcar audiência e propor alterações. Devemos chegar ao final com quase 300 emendas", diz o deputado. Segundo Vieira, a criação de uma comissão especial deve acelerar o andamento do projeto de lei na Casa. Depois de aprovado pelos deputados, o texto segue para o Senado. O MEC disse ao Estado que "está confiante na sua tramitação". Para a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o PNE deveria apresentar objetivos mais ambiciosos. "A meta de 7% do PIB caberia dez anos atrás, hoje é preciso mais", diz o presidente da UBES, Yann Evanovick. Em março, representantes da UBES e da União Nacional dos Estudantes (UNE) se reuniram com a presidente Dilma Rousseff para apresentar as emendas. É preciso ser mais coerente com as necessidades educacionais brasileiras, avalia Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que reúne 200 grupos. A entidade critica a "timidez da meta de investimentos em educação pública" e sustenta que essa "é a maior deficiência da atual proposta do Executivo". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


domingo, 10 de abril de 2011

Classe média do Brasil já representa mais da metade da população


Mais de 29 milhões de pessoas entraram para a classe C entre 2003 e 2009. Com isso, a chamada classe média passou a ser composta por 94,9 milhões de pessoas, representando 50,5% da população brasileira, segundo estudo da FGV. O estudo A Nova Classe Média: O Lado Brilhante dos Pobres, da FGV, foi feito com base na Pnad de 2009, divulgada pelo IBGE O IBGE considera classe média quem tem renda de R$ 1.126 a R$ 4.854. O estudo mostra também que a renda média dos brasileiros mais pobres cresceu 7,66% ao ano entre 2003 e 2009, enquanto que para os mais ricos, com ganho mensal superior a R$ 6.630, o aumento foi de apenas 3,43%.

A perspectiva, segundo análise da FGV, é de que a pobreza continue diminuindo nos próximos anos.

Entre julho de 2009 e julho de 2010, a classe A/B cresceu 5,5%, enquanto que a classe E encolheu 11,3%A FGV avalia ainda que o aumento na aquisição de bens como computador com internet, celular, entre outros itens, mostra que o brasileiro está aproveitando a maior renda, embora também esteja poupando mais.

- O brasileiro também está aprendendo a poupar mais, está passando por uma metamorfose. Estamos passando de cigarras para formigas.

O aumento do rendimento do trabalhador e programas sociais de transferências de renda elevaram o consumo de bens duráveis no Brasil, como geladeira, telefone, fogão e televisão

De 2004 a 2009, o total de domicílios com máquina de lavar roupa cresceu de 34,5% para 44,3%. Já as residências com algum tipo de telefone subiu de 65,4% para 84,3%, e o número de casas que possuem computador mais que dobrou, passando de 16,3% para 34,7%. A presença de todos os outros bens também aumentou no período, mas com crescimento mais discreto.

http://noticias.r7.com/economia/noticias/classe-media-do-brasil-ja-representa-mais-da-metade-da-populacao-20100910.html


Bandeiras com 'sangue' lembram




crianças mortas em Realengo


Iniciativa simboliza a dor das famílias das vítimas do massacre em Realengo.
Evento busca reflexão de autoridades sobre tráfico de armas e munições.

Tahiane StocheroDo G1 RJ
protesto Copacabana (Foto: Tahiane Stochero / G1)Manifestantes se reúnem na Praia de Copacabana em homenagem às vítimas da tragédia (Foto: Tahiane Stochero / G1)
Em uma manifestação em homenagem às vítimas da tragédia na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, o movimento Rio de Paz colocou às 15h deste domingo (10), nas areias da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, 12 bandeiras do Brasil manchadas com tinta vermelha, simbolizando o sangue das crianças mortas.

Os manifestantes exibiram cartazes com os nomes das vítimas do massacre e fizeram orações.

Segundo o presidente da entidade, Antonio Costa, o objetivo é "fazer as autoridades refletirem sobre o combate ao tráfico de armas e munições".
"A ideia surgiu na sexta-feira à noite, quando a presidente Dilma Rousseff falou sobre os 'brasileirinhos mortos'. É uma maneira de demonstrar nosso apoio aos pais das vítimas e fazer a sociedade civil e as autoridades públicas refletirem sobre o fato de como um homem perverso consegue encontrar tão facilmente arma e munição para destruir vidas humanas inocentes", disse Costa.

As bandeiras ficarão nas areias da praia de Copacabana, em frente à avenida Princesa Isabel, até as 18h deste domingo, segundo o presidente da Rio de Paz
.