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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Obras famosas de Cildo Meireles

Obras famosas de Cildo Meireles >>> Cildo Meireles <<<

http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2007/jusp808/ilustras/expo6.jpghttp://www.inhotim.org.br/uploads/Obras/128bf1faf73e614c5d85cf726ca54f64_media.jpghttp://img.vejasp.abril.com.br/t/1/t420x280/04-cildo-meireles-0.jpg

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Postagem livre - Olé exalta futebol ‘ballet’ do Cruzeiro

Na noite de ontem o Cruzeiro venceu mais uma vez o Estudiantes de La Plata e garantiu a primeira colocação geral da fase de grupos da Copa Libertadores. E, para o jornal Olé pouco importou que a equipe enfrentou um ‘Pincha’ reserva, mas sim o belo futebol apresentado na competição.

- Não importa em que estádio jogamos – é a manchete do jornal esportivo mais popular da Argentina, em clara referência a campanha do Cruzeiro na competição.

O Olé destaca em sua capa que até mesmo no péssimo gramado do Estádio Único de La Plata o time mineiro apresenta o ’seu futebol ballet’. Na matéria sobre o jogo, o jornal diz que o time do Cruzeiro se divertiu em campo como se estivesse no mar de Copacabana – em clara referência ao gramado do estádio que estava cheio de areia para tapar os buracos.

- A combinação já sabemos que é letal: futebol, praia, Brasil. Os malabaristas do Cruzeiro se divertiram como no mar de Copacabana e derrotaram um Pincha pretensioso, solto e ofensivo – destaca o Olé.

http://globoesporte.globo.com/platb/futebolargentino/2011/04/14/futebol-ballet-do-cruzeiro-e-exaltado-pelo-ole/

Bibliografia de Adriana varejão e Vik Muniz

Bibliografia de Adriana varejão e Vik Muniz

Adriana Varejão

Varejão, Adriana (1964)


Biografia



Adriana Varejão (Rio de Janeiro RJ 1964). Pintora. Freqüenta cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre 1981 e 1985. Faz sua primeira exposição individual em 1988, na Galeria Thomas Cohn, no Rio de Janeiro. Em sua produção, evoca repertório de imagens associadas à história do período colonial brasileiro, como azulejos e mapas. Em obras que se situam entre a pintura e o relevo, emprega freqüentemente cortes e suturas em telas e outros suportes que permitem entrever materiais internos que imitam o aspecto de carne. A artista evoca também o barroco, associando pintura, escultura e arquitetura em seus trabalhos.

Vik Muniz

Vicente José de Oliveira Muniz (São Paulo SP 1961). Fotógrafo, desenhista, pintor e gravador.
Cursa publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo.
Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. Em 1988, realiza a série de desenhos The Best of Life, na qual reproduz, de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life. Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá às fotografias um tratamento de impressão em periódico, simulando um caráter de realidade às imagens originárias de sua memória. Com essa operação inaugura sua abordagem das questões envolvidas na circulação e retenção de imagens. Nas séries seguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado - Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate, Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.

Classe média ganha espaço nos resorts

Com o aumento do poder de consumo da classe média brasileira, mais pessoas têm viajado pelo Brasil e de avião, isso é o que mostra uma pesquisa encomendada à Fipe-SP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) pela ABTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). De acordo com o estudo, nos últimos oito anos, o número de passageiros de ônibus informados pelas empresas rodoviárias caiu 31%, enquanto que o número de passageiros de avião cresceu 115%.

Esta melhoria se reflete na expansão de um ramo turístico antes considerado exclusivo para as classes de maior poder aquisitivo, os resorts, e que hoje se destina ao público de classe média, são os chamados "resorts econômicos", como é o caso do Village Pratagy Resort, no Estados de Alagoas.

"O Pratagy é o primeiro resort econômico do Brasil", destaca Baltazar Saldanha, diretor geral da GJP Hotéis & Resorts, que administra o empreendimento. A intenção da empresa, neste caso, é compensar o preço acessível com uma ocupação acima da média. "Aumentamos nossa receita em 34% no Pratagy, comparando fevereiro e março deste ano com o mesmo período de 2010. Isto indica que estamos no caminho certo", avalia. O resot dispõe de 242 unidades com preços que podem chegar até 50% a menos que outros resorts da mesma região e com os mesmos serviços oferecidos.

http://www.mercadoeeventos.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrResolucao=&pStrLink=3,28,0,71097&IndSeguro=0

Partido Comunista cubano defende fim do domínio do Estado sobre as empresas

Cuba deve de uma vez por todas dar autonomia às empresas e acabar com o domínio do Estado sobre o seu funcionamento, defendeu hoje o diário do partido comunista cubano (PCC), Granma.
A posição é assumida a três dias do primeiro congresso do PCC desde há 14 anos.

''A empresa é uma coisa, o Estado é outra'', titula o diário do partido único, sublinhando que «delimitar as responsabilidades das duas entidades permitirá reforçar as [respectivas] missões.

O Estado deve «concentrar-se na definição das políticas a seguir», sem intervir nas actividades das empresas, avança o periódico, abordando assim uma das principais reformas que o sexto congresso do PCC deve adoptar no próximo fim-de-semana.

A autonomia das empresas é uma dos eixos das reformas anunciadas pelo governo cubano, cujos detalhes deverão ser anunciados no congresso que se prolonga até terça-feira.

O excessivo controlo do Estado, em pura posição paternalista, conduz as empresas a perder todo o sentido da competitividade, a funcionar produzindo prejuízos, a fazer um trabalho que não corresponde à sua tarefa e a perder toda a capacidade de reacção e mobilização, considera o jornal.

As empresas, de uma vez por todas, devem avançar sozinhas», insiste o Granma, relativizando porém que não se deve confundir autonomia com desregulação.

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=16740

Ayi Jihu vai tocar em AdventureQuest Worlds ( Postagem Livre)


Uma celebridade vai estar aparecendo no jogo AdventureQuest Worlds MMORPG esta semana. Bem, em uma maneira de falar, o que é. Ayi Jihu vai aparecer no jogo para um concerto virtual. Os jogadores não vai ficar apenas para ouvi-la cantar, porém, haverá aventuras em 15 de abril de 2011.

Primeiro, não vai ser um concerto no jogo que os jogadores AdventureQuest Worlds podem desfrutar. Suas músicas serão adicionadas ao jogo, assim os jogadores podem visitar a área de eventos para ouvi-la. Se você é um pai de uma criança,não se preocupe. enquanto Ayi Jihu tem algumas músicas mais maduras, ArtixEntertainment tem a certeza da música que será usada no jogo é adequado para jogadores de todas as idades. Depois do show, os jogadores podem participar em algumas missões especiais. Ayi não é apenas uma cantora - ela também é a estrela das Crônicas Fear Chaser. Isso é um show de ação ao vivo e animação.

Ayi Jihu tem um personagem no jogo que ajudara os personagens em missões especiais. Esse é um evento de tempo limitado, que vai colocar todos os participantes contra encarnações monstruosas de medos. Então, você precisa lutar contra o medo do escuro,medo das alturas, entre outros.Você, jogador, vai conseguir um equipamento novo e raro e, supostamente, até animais de estimação.

Não se sinta tão mal se você nunca ouviu falar da Ayi Jihu ainda. Ela é famosa no exterior, principalmente na China. Ela tem um novo álbum que sai este ano, também chamado de As Crônicas Fear Chaser, tem um progama de TV e séries de romance gráfico. Sua música está disponível no iTunes, como o seu álbum e Try Me e Sad Sweet Dreamer EP, se você quiser ouvir como ela soa.

http://www.gamertell.com/gaming/comment/ayi-jihu-to-perform-in-adventurequest-worlds-fear-chaser-chronicles/

Distribuição de renda piora em dois terços dos municípios brasileiros

A distribuição de renda piorou na última década em 66,3% dos municípios brasileiros, ou 3.654 cidades. Em outros 370 a desigualdade permaneceu inalterada e, em 1.483, houve queda.

Na média geral do Brasil, a desigualdade de renda também aumentou na última década e o país já ocupa o sexto lugar entre os países com pior distribuição de renda.

Os dados constam do "Atlas do Desenvolvimento Humano", divulgado hoje pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e Fundação João Pinheiro. Os três órgãos não divulgaram os países que teriam problemas de distribuição de renda mais profundos que o Brasil, informando apenas que são países "bem mais pobres".

No Brasil, o índice que mede a desigualdade de renda subiu de 0,53 para 0,56 entre 1991 e 2000. Esse índice pode variar de 0 a 1, sendo 1 a desigualdade máxima.

Justificativas

De acordo com o documento divulgado hoje, a diminuição da renda per capta do município não serve como explicação para o aumento da desigualdade. Em Arco-Íris (SP), houve uma redução do índice de desigualdade de renda de 0,67 para 0,47 de 1991 para 2000. No entanto, nesse período, a renda per capita de seus habitantes também caiu de R$ 157,89 para R$ 156,67. Nesse caso, avalia o documento, "os mais ricos perderam mais do que os mais pobres".

O exemplo oposto aconteceu em Jutaí (AM), que tornou-se a cidade com maior desigualdade de renda no Brasil, com o índice crescendo de 0,55 em 1991 para 0,82 em 2000. Nesse município, a renda per capita também caiu de R$ 74,41 para R$ 60,79 no mesmo período de comparação.

As cidades que foram consideradas as com melhor distribuição de renda no Brasil foram Barra do Choça (BA) e Santa Maria do Herval (RS).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u53999.shtml

MST se mobiliza para cobrar os direitos legais dos agricultores em Alagoas

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está promovendo, na manhã desta quinta-feira (14), diversas ações em todo Estado de Alagoas, com mais de mil famílias, referente à “Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária”. Os agricultores participantes do evento estão ocupando a BR-101, localizada entre os municípios de Joaquim Gomes e Junqueiro, e o Banco do Brasil de São Luiz do Quitunde.

De acordo com Rafael Soriano, assessor do MST em Alagoas, a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária acontece todo ano, especificamente no mês de abril, em memória ao trágico massacre de Eldorado dos Carajás e de todos os agricultores Sem Terra que morreram em prol da Reforma Agrária.

“O evento é muito significativo para os agricultores sem terra, pois, além de requerer o fim da impunidade a crimes contra liderança camponesas, queremos o assentamento imediato das 100 mil famílias acampadas em todo território nacional do Brasil”, acentuou Rafael Soriano.

O MST coloca em pauta também o desenvolvimento dos assentamentos já existentes no Brasil, como a exemplo da expansão do crédito para agricultores, criação de agroindústrias, infra-estrutura, habitação rural, escolas e postos de saúde.

Em Alagoas, o movimento cobra do Governo do Estado à liberação das terras do antigo Banco Estadual de Alagoas (Produban), falido após anos de crédito aos usineiros que nunca quitaram suas dívidas. “A sentença judicial que destinava as terras do banco à Reforma Agrária jamais foi cumprida e, como sempre, volta a ser negociada entre trabalhadores e Estado”, alegou Rafael Soriano.

A revolta é total, cerca de 400 agricultores estão ocupando a BR-101, em frente ao acampamento Feliz Deserto, no município de Joaquim Gomes, onde se manifestam contra a demora do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a posse dos 10 mil hectares de terras do complexo Agrisa-Peixe que restam ser efetivados.

No município de São Luiz do Quitunde, vários trabalhadores rurais ocuparam a agência do Banco do Brasil para cobrar a liberação do crédito rural, benefício que serve para o desenvolvimento de ciclos econômicos local.

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=229985

Congresso do PC cubano discute reformas econômicas e sucessão de Fidel

HAVANA — Cuba preparou uma mudança histórica do modelo econômico com a adoção das reformas anunciadas em 2010 por Raúl Castro e um rejuvenescimento da direção do Partido Comunista de Cuba (PCC), que realiza a partir de sábado e até terça-feira seu primeiro congresso em 14 anos.

"Ou mudamos o curso ou afundamos", alertou, em dezembro, o presidente Raúl Castro, que se esforça, depois que sucedeu seu irmão Fidel em 2006, para preparar os 11,2 milhões de cubanos para uma mudança do modelo econômico da ilha.

"Temos o dever essencial de corrigir os erros que cometemos durante essas cinco décadas de construção do socialismo em Cuba", explicou Raúl Castro, de 79 anos.

O mais jovem dos Castro sabe também que chegou a hora de a geração histórica da Revolução passar o bastão. A exemplo de Fidel Castro (84 anos), que anunciou em março sua intenção de renunciar em ocasião do congresso ao posto de primeiro secretário do PCC que ocupa desde a fundação do partido, em 1965.

Para realizar esta "atualização" do modelo cubano, calcado na URSS dos anos 70, o 6º congresso do PCC deverá oficialmente efetuar uma série de reformas econômicas lançadas em 2010 pelo governo.

Redução em cerca de 20% dos postos de trabalho no funcionalismo público, abertura para o setor privado de 178 pequenas empresas, criação de uma rede de cooperativas urbanas, maior autonomia das empresas estatais, descentralização do setor agro-alimentar, abertura ao capital estrangeiro, redução dos subsídios e estabelecimento de um sistema fiscal.

A lista é longa de reformas que devem salvar Cuba do naufrágio, mantendo as conquistas sociais -educação e saúde gratuitas principalmente- e os fundamentos igualitários do sistema cubano.

A evolução se faz também entre duas culturas: a do Estado providencial que atende às necessidades de todos e a do trabalho e da iniciativa privada.

Os milhares de cubanos que perdem seu trabalho no setor público são ainda estimulados a trabalhar por conta própria. Cerca de 300.000 "cuentapropistas" são registrados, sendo que a metade se inscreveu depois da abertura de novas condições de trabalho em outubro.

Os funcionários do Estado que se tornam "disponíveis" são estimulados também a integrar cooperativas de construção ou cooperativas agrícolas: 40% das áreas de terras cultiváveis ainda não são utilizadas, apesar das distribuição de terra em usufruto que o governo realizou a partir de 2008.

Até 2015, metade dos cinco milhões de funcionários públicos deverão passar para o setor privado, espera o governo.

Mas se livrar de um modelo estático paternalista de meio século não é um processo tranquilo.

Mais de sete milhões de cubanos participaram neste inverno de debates de comunidades e associações sobre as reformas. Suas preocupações: o fim da "libreta" - uma lista de racionamento que assegura a todo cubano uma cesta de produtos a preços subsidiados-, o baixo nível dos salários -15 a 20 euros mensais -, a circulação da moeda dupla -o peso "nacional" e o peso "convertível"- que condena aquele que não tem acesso às divisas a uma dura sobrevivência cotidiana.

Há também as preocupações com o capitalismo: enriquecimento pessoal, concentração de riquezas, dificuldades de habitação, qualidade dos serviços.

Paralelamente à economia, o 6º Congresso do PCC deverá eleger também cerca de cem membros de seu comitê central, que designarão em seguida o seu birô político (19 membros hoje) e seu secretariado (10).

Fidel Castro deverá deixar suas últimas funções oficiais, mas manterá toda a sua influência, como bom "soldado de ideias", como gosta de se apresentar.

Principal objetivo da visita de Obama ao Brasil é econômico

Apesar de a visita do primeiro presidente negro dos Estados Unidos à primeira presidente mulher do Brasil ser marcada por simbolismos e uma expectativa de estreitamento nas relações diplomáticas, a Casa Branca enfatizou nesta semana que o principal objetivo da viagem de Barack Obama é econômico. “A viagem é fundamentalmente sobre a recuperação dos EUA, as exportações do país e o papel crucial que a América Latina tem em nosso futuro econômico e nossos empregos", disse Mike Froman, vice-conselheiro nacional de segurança para temas de política econômica internacional, em um briefing.

De acordo com um comunicado emitido pelo governo americano, Estados Unidos e Brasil compartilham “uma das mais importantes relações econômicas e comerciais do mundo”. “O Brasil é o nosso décimo maior parceiro comercial. As exportações de produtos e serviços americanos ao país em 2010 são estimadas em mais de 50 bilhões de dólares, criando 250.000 empregos”, diz a nota, ressaltando ainda que o Brasil é a sétima maior economia do globo. Por isso, a Casa Branca pretende estreitar as relações econômicas com Brasília, discutindo até um tratado que pode, no longo prazo, levar a uma abertura de mercados.

Entre os temas econômicos, os maiores interesses americanos no Brasil estão nos setores de energia e de infraestrutura. Uma comissão de 60 especialistas – entre empresários e políticos – vem ao pais para conhecer de perto as duas áreas e investigar como os EUA podem se beneficiar dessa relação.

Washington vê com bons olhos a descoberta e a exploração das reservas do pré-sal. O país deseja fornecer maquinário e serviços à indústria de petróleo do Brasil. Também pretende obter um compromisso de compra do produto brasileiro no futuro, diminuindo a dependência do petróleo extraído no Oriente Médio e no Norte da África.

Além da commodity, os EUA e o Brasil devem discutir fontes de energia renovável e biocombustíveis. Os americanos têm particular interesse na avançada tecnologia brasileira nesta área. Contudo, também há problemas, já que eles renovaram a tarifa de importação do etanol no ano passado. Além disso, o país subsidia a sua produção de etanol de milho.

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/principal-objetivo-da-visita-do-obama-ao-brasil-e-economico

Vik Muniz estreia exposição "Relicário" em São Paulo

Começa nesta terça (1), no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a exposição “Relicário”, de Vik Muniz. O artista que é tema de "Lixo Extraordinário" -- filme que acaba de concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Documentário -- relembra na mostra o início de sua carreira.

A exposição reúne 30 peças produzidas entre 1988 (ano de sua primeira exposição individual) e 2010.

O trabalho inclui obras como bonecos representando bebês em recipientes de vidros cheios de água, como se estivessem conservados em formol (“Museum”), e um túmulo construído em potes de plástico e batizado de “Sarcophagus Tuppeware”.

Já na série “Flora Industrtialis”, o artista cataloga fotografias de flores artificiais confeccionadas em tecidos, arames e outras matérias-primas, com rigor científico, identificando o país fabricante e o tipo de material empregado.

A mostra também reúne obras como um origami --feito de uma só folha de papel branco e que reproduz um origamista--, um crânio com nariz de palhaço, uma ampulheta com um tijolo substituindo a areia, luvas de seis dedos, uma bola de futebol murcha, uma tocha carbonizada, uma pluma de mármore Carrara, uma mesa de bonsai e uma mala de mármore preto belga com alça de couro.


http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2011/03/01/vik-muniz-estreia-exposicao-relicario-em-sao-paulo.jhtm

ADRIANA VAREJÃO E BERNARDO PAZ TERMINAM


Adriana Varejão e Bernardo Paz: fim de casamento

Chegou ao fim, depois de cinco anos, o casamento de Adriana Varejão com Bernardo Paz. Ela, que vivia entre Rio e Minas desde 2005 (quando se casou), é uma das mais importantes e bem-sucedidas artistas plásticas de sua geração: já participou de importantes Bienais e teve trabalhos mostrados no Moma, em Nova York, na Fundação Cartier, em Paris, Hara Museum em Tóquio etc. Ele, um megacolecionador, dono do maior centro de arte contemporânea do mundo, em Inhotim, Minas Gerais, com pavilhões de Tunga, Carlos Vergara, Ernesto Neto, Cildo Meireles, Miguel Rio Branco… Para se ter uma ideia, um dos estrangeiros que estiveram no Brasil para o casamento dos dois disse jamais ter imaginado cenário tão deslumbrante no Brasil. Aliás, Inhotim foi citado também no suplemento de viagem do New York Times. O casal já ensaiou se separar outras vezes, mas nunca como agora, quando Adriana já participava aos amigos sobre o assunto, durante a abertura da exposição de Vicente de Mello, no MAC, em Niterói, nesse fim de semana

ADRIANA VAREJÃO E BERNARDO PAZ TERMINAM

Adriana Varejão e Bernardo Paz: fim de casamento

Chegou ao fim, depois de cinco anos, o casamento de Adriana Varejão com Bernardo Paz. Ela, que vivia entre Rio e Minas desde 2005 (quando se casou), é uma das mais importantes e bem-sucedidas artistas plásticas de sua geração: já participou de importantes Bienais e teve trabalhos mostrados no Moma, em Nova York, na Fundação Cartier, em Paris, Hara Museum em Tóquio etc. Ele, um megacolecionador, dono do maior centro de arte contemporânea do mundo, em Inhotim, Minas Gerais, com pavilhões de Tunga, Carlos Vergara, Ernesto Neto, Cildo Meireles, Miguel Rio Branco… Para se ter uma ideia, um dos estrangeiros que estiveram no Brasil para o casamento dos dois disse jamais ter imaginado cenário tão deslumbrante no Brasil. Aliás, Inhotim foi citado também no suplemento de viagem do New York Times. O casal já ensaiou se separar outras vezes, mas nunca como agora, quando Adriana já participava aos amigos sobre o assunto, durante a abertura da exposição de Vicente de Mello, no MAC, em Niterói, nesse fim de semana

ADRIANA VAREJÃO E BERNARDO PAZ TERMINAM

Adriana Varejão e Bernardo Paz: fim de casamento

Chegou ao fim, depois de cinco anos, o casamento de Adriana Varejão com Bernardo Paz. Ela, que vivia entre Rio e Minas desde 2005 (quando se casou), é uma das mais importantes e bem-sucedidas artistas plásticas de sua geração: já participou de importantes Bienais e teve trabalhos mostrados no Moma, em Nova York, na Fundação Cartier, em Paris, Hara Museum em Tóquio etc. Ele, um megacolecionador, dono do maior centro de arte contemporânea do mundo, em Inhotim, Minas Gerais, com pavilhões de Tunga, Carlos Vergara, Ernesto Neto, Cildo Meireles, Miguel Rio Branco… Para se ter uma ideia, um dos estrangeiros que estiveram no Brasil para o casamento dos dois disse jamais ter imaginado cenário tão deslumbrante no Brasil. Aliás, Inhotim foi citado também no suplemento de viagem do New York Times. O casal já ensaiou se separar outras vezes, mas nunca como agora, quando Adriana já participava aos amigos sobre o assunto, durante a abertura da exposição de Vicente de Mello, no MAC, em Niterói, nesse fim de semana


Não se iluda com a cara de anjo – a mulher aí em cima é uma fera. Neste ano de 2005, a artista plástica Adriana Varejão já fez uma exposição em Paris, terminou um casamento de seis anos, ficou grávida (Catarina vai nascer em janeiro), casou-se novamente, montou e inaugurou outra exposição em São Paulo com todas as peças vendidas, ao precinho de 110.000 dólares cada uma. E com fila de espera. "Ela tem mercado de verdade", atesta o marchand Jones Bergamin, da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. Aos 41 anos e aparentando muito menos, bonita, chique, moderna, apaixonada, morando num dos lugares mais espetaculares do país, Adriana está no auge. Detesta, por motivos óbvios, ser chamada de a princesa das artes plásticas, mas é difícil imaginar classificação mais precisa para quem, além de ter sua aparência, marca presença nas principais coleções do Brasil e do mundo – Tate Modern, Guggenheim, Fundação Cartier, Patricia Cisneros, Gilberto Chateaubriand e José Olympio Pereira, entre outros.

A obra de Adriana faz uma ponte entre a modernidade e as convulsões físicas e mentais do barroco brasileiro, que descobriu adolescente, numa viagem a Minas Gerais. Influências? Ela lista, de um fôlego só, intelectuais (Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre), artistas (Rembrandt, Goya, Diego Rivera, Iberê Camargo) e cineastas (Peter Greenaway, David Cronenberg). O resultado, que junta elementos de azulejaria a representações realistas de vísceras expostas, é definido pela autora como a síntese de elementos aparentemente desconexos, que vão de botequim na boêmia Lapa carioca a piscina em Budapeste, passando por "notícia de jornal, banheiro de rodoviária, carne-seca em Caruaru e quadro em Nova York". Comentário típico de artista, certo? Mas Adriana não tem nada do estereótipo de excentricidade maluquete normalmente associado à categoria. Disciplinada, trabalha pelo menos oito horas por dia, com duas auxiliares; atenta aos negócios, dedica parte da jornada ao escritório e tem sua vida empresarial completamente organizada, com firma de exportação, impostos em dia e contador. É do time que considera inspiração coisa do século XIX e afirma que sua profissão é igual a outra qualquer, embora a criação seja um processo sofrido. "Durmo cheia de problemas. Quadro tem personalidade própria, e a relação nem sempre é amorosa", diz. O que não impede que tenha tempo para ser carioca da gema: adora praia, chorinho, cachaça e botequim e já teve seu trabalho estampado nas camisetas do bloco Simpatia É Quase Amor, um ícone do Carnaval da Zona Sul do Rio.


tirado : www.veja.com.br

Artes- vick muniz

Vik Muniz

Vik Muniz é, entre os artistas contemporâneos da nova geração, o de maior visibilidade. Sua obra discute a fotografia como meio de representação a partir do registro de materiais inusitados como chocolate, açúcar, poeira, lixo, arame, fios de algodão e papel picado, pimenta, entre outros, criando desse modo, um diálogo com a história da arte.

Com obras em acervos de museus como o Metropolitan, o Whitney, o MoMA, de Nova York e o Reina Sofia, de Madri, o artista plástico brasileiro é muito mais conhecido no exterior que no seu próprio país - onde seu trabalho mais famoso é exatamente o de chocolate na capa do CD Tribalistas.

Filho único de pai garçom e mãe telefonista, o próprio artista costuma dizer que pensava ser impossível trabalhar e ganhar a vida como artista plástico. O envolvimento com as artes plásticas veio tardiamente, quando ele se mudou para os Estados Unidos, em 1983, com um vocabulário restritíssimo em inglês (yes e no).

Passou cinco anos vivendo de subempregos e chegou a dormir na rua. Foi quando trabalhava numa molduraria de Nova York que, ao saber que as horríveis pinturas que emoldurava eram vendidas por 200 dólares, pensou que podia fazer melhor. Além de produzir quadros kitsch, que lhe valiam alguns trocados, começou a fazer esculturas estranhas e incomuns que lhe abriram as portas do circuito de arte novaiorquino.

Explorar o horizonte da percepção visual usando materiais inusitados como serragem, açúcar, areia, papel de parede, jornais ou lixo numa obra de arte não é algo novo, pois Picasso e Braque já o faziam por volta de l9l2 em Paris. Mas Vik usa açúcar, arame, terra, barbante, chocolate, especiarias, lixo, gel, mel, poeira e outros elementos que seria cansativo enumerar, de uma maneira radicalmente criativa, sendo que essas são suas matérias primas e não meros adereços.

Alguma séries que pessoalmente, me adragam muito:

"Crianças de Açúcar": retrata imagens de meninas de rua, crianças que trabalham em plantações de cana de açúcar no Caribe.

"Aftermath": traz fotos de meninos de rua de São Paulo, retrabalhadas com lixo do Carnaval.

É sempre bom lembara que todas as vezes em que Vik retrata problemas sociais, parte da renda das vendas é doada para instituições de crianças e adolescentes, sendo que a fotografia mais barata de Vik Muniz custa US$ 5 mil.

Nos Estados Unidos, ele já alcançou US$ 75 mil por uma fotografia e US$ 150 mil por um conjunto de 14 painéis, arrematados num leilão em Paris.

Site oficial: http://www.vikmuniz.net

quarta-feira, 13 de abril de 2011

historico do Inhotim

O Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do renomado paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins. Desde então, o projeto paisagístico cresceu e passou por várias modificações.

A propriedade particular foi se transformando com o tempo. Começava a nascer um grande espaço cultural, com a construção das primeiras edificações destinadas a receber obras de arte contemporânea. Ganhava vida também o rico acervo botânico, consolidado a partir de 2005 com o resgate e a introdução de coleções botânicas de diferentes partes do Brasil e com foco nas espécies nativas.

Inhotim

inhotim possui atualmente cerca de 70 obras em exposição, que se dividem entre trabalhos permanentemente instalados e aqueles expostos em quatro galerias, que abrigam mostras temporárias de longa duração: Fonte, Lago, Mata e Praça.

A proposta museológica do Inhotim compreende diferentes espaços expositivos. Muitas obras estão expostas ao ar livre, em meio ao jardim, imersas na mata, no topo de uma montanha, ou sobre um espelho d'água. Outros trabalhos se encontram em espaços fechados, exibidos individualmente em pavilhões construídos especialmente para abrigá-los, ou compondo mostras coletivas em grandes galerias. A coexistência de espaços abertos e fechados promove uma experiência singular de fruição da obra de arte.

Outro diferencial deste espaço museológico do Inhotim é a ausência de um percurso linear preestabelecido, de uma ordem obrigatória, ou de uma perspectiva predominante. As trilhas que percorrem organicamente o parque propõem percursos livres entre as obras ao ar livre e as galerias.

Adriana Varejão

Adriana Varejão bate recorde de obra mais cara de brasileiro vivo

"Parede com incisões à La Fontana II" foi leiloada por R$ 2,975 milhões em Londres

Uma tela da artista plástica Adriana Varejão se tornou, na quarta-feira, 16, a obra mais cara de um artista brasileiro vivo. "Parede com incisões à La Fontana II", feita em 2001, foi leiloado por R$ 2,975 milhões na casa especializada Christie's, de Londres.

Adriana quebrou o recorde de Beatriz Milhazes, que teve o quadro "O Mágico" (2001) leiloado por R$ 1,746 milhão na Sotheby's de Nova York no ano passado. Milhazes também era dona do recorde anterior, de R$ 1,7 milhão pela tela "Laranjeiras" (2002), vendida em 2007.

Carioca nascida em 1964, Varejão já participou de exposições na Bienal de São Paulo, no MoMa em Nova York e na Tate Modern em Londres. Sua obra mais cara até então era "Paisagem Canibal", vendida por R$ 1 milhão no ano passado.

Novas obras contemporâneas são inauguradas no Inhotim


O Instituto Inhotim inaugura, nos dias 30 de setembro, 2 e 3 de outubro, nove obras permanentes no espaço localizado na cidade de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os trabalhos são dos artistas Chris Burden, Doug Aitken, Edgard de Souza, Janet Cardiff & George Bures Miller, Jorge Macchi, Matthew Barney, Rivane Neuenschwander, Valeska Soares e Yayoi Kusama.

As obras de grande escala estarão disponíveis para a visitação do público a partir do dia 1º de outubro. Dessa maneira, o Inhotim pretende se consolidar como um espaço de arte contemporânea diferenciado, com propostas inovadoras, onde a arte é exposta junto com a natureza.

O Inhotim fica na Rua B, número 20, em Brumadinho. O horário de funcionamento é quinta e sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. Os ingressos custam R$ 7 (meia-entrada) e R$ 15 (inteira).

Globominas.com

Inhotim

Centro cultural Inhotim pode se tornar primeiro jardim botânico particular do país


O Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, deve se tornar o primeiro jardim botânico particular do país. O título vai formalizar o que a natureza já exibe para os visitantes: a preservação de mais de quatro mil espécies de plantas.

Classe C ganha quase 20 milhões de pessoas e passa a ser a maior do país

Mais de 19 milhões de brasileiros migraram para a classe C em 2010 e esse grupo passou a representar a maior parcela da população do país. A pesquisa O Observador 2011, encomendada pela Cetelem BGN, empresa do grupo financeiro BNP Paribas, mostra que a classe média tem agora 101 milhões de pessoas.

Com a renda aumentando e o desemprego em queda, no ano passado o consumidor passou a comprar itens que permitiram que ele subisse na escada social. Veículos, eletrodomésticos e até a acasa própria fizeram com que essa fatia da população de menor renda passasse a ser considerada classe média.

As classes sociais utilizadas no estudo são as definidas pelo CCEB (Critério de Classificação Econômica Brasil), que leva em conta itens como posse de, carros e pela quantidade de banheiros na casa, por exemplo.

Em 2009, a pesquisa mostrou que a classe C representava 49% da população brasileira, e naquele ano mais de 30 milhões tinham passado das classes D e E para a C. No mesmo período, os que subiram para as classes A e B somavam quase 1 milhão.

A renda familiar do brasileiro cresceu de R$ 1.285 para R$ 1.557 entre os dois anos analisados. O maior aumento percentual ocorreu entre as famílias das classes A e B, cuja renda mensal familiar média foi de R$ 2.533 para R$ 2.983. Na classe C, esses valores passaram de R$ 1.276 para R$ 1.338. Entre o grupo D/E, esse valor foi de R$ 733para R$ 809.

Miltonleise Carreiro Filho, vice-presidente da Cetelem no Brasil, diz que os gastos dos brasileiros acompanharam o crescimento generalizado da renda em todas as classes. No ano de 2010, os brasileiros gastaram em média, mensalmente, R$ 165 a mais que em 2009.

- Em uma conta simples, só o aumento da renda da população das classes D e E entre 2009 e o ano passado significou mais de R$ 1,4 bilhão disponível para o consumo dessas famílias. É um dinheiro sobrando no orçamento para elas fazerem o que quiserem.

Consumo e otimismo aumentam

A pesquisa mostrou que os gastos dos brasileiros aumentaram em todas as categorias. As despesas essenciais (com supermercado, conta de luz, aluguel, etc.) aumentaram menos. O grande salto ocorreu em gastos com vestuário, seguros, prestação da moradia (a conta de um financiamento habitacional, por exemplo) e crédito bancário (empréstimos ou cheque especial, entre outros).

Para Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da financeira, esses números mostram que o brasileiro passou a ter acesso a coisas que antes eram somente sonhos, entre eles a casa própria, e isso mantém a roda da economia girando de forma sustentável. Para ele, é um momento histórico.

- Em 2008 já falávamos do crescimento da classe C; em 2009 ela somava 49% da população, mesmo com a crise financeira. Com os dados de hoje, posso dizer, com certeza, que houve uma enorme mobilidade social no Brasil. Estamos passando por um momento histórico com o fim da pirâmide social [de renda]. Estamos vendo agora um losango.

O brasileiro, além disso, está mais otimista. Depois da crise, a avaliação sobre a economia do país aumentou muito em relação aos anos anteriores. Desde 2009, o otimismo é a palavra que define a expectativa do brasileiro em relação ao país, segundo a pesquisa.

O estudo divulgado nesta terça-feira (22) é feito todos os anos em 13 países e ouviu 1.500 pessoas em 70 cidades brasileiras (inclusive nove capitais) para avaliar os hábitos de consumo e a intenção de compra da população. No Brasil, o levantamento ocorreu entre os dias 24 e 31 de dezembro.

http://noticias.r7.com/economia/noticias/classe-c-ganha-quase-20-milhoes-de-pessoas-e-passa-a-ser-a-maior-do-pais-20110322.html



ADRIANA VAREJAO

Não se iluda com a cara de anjo – a mulher aí em cima é uma fera. Neste ano de 2005, a artista plástica Adriana Varejão já fez uma exposição em Paris, terminou um casamento de seis anos, ficou grávida (Catarina vai nascer em janeiro), casou-se novamente, montou e inaugurou outra exposição em São Paulo com todas as peças vendidas, ao precinho de 110.000 dólares cada uma. E com fila de espera. "Ela tem mercado de verdade", atesta o marchand Jones Bergamin, da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. Aos 41 anos e aparentando muito menos, bonita, chique, moderna, apaixonada, morando num dos lugares mais espetaculares do país, Adriana está no auge. Detesta, por motivos óbvios, ser chamada de a princesa das artes plásticas, mas é difícil imaginar classificação mais precisa para quem, além de ter sua aparência, marca presença nas principais coleções do Brasil e do mundo – Tate Modern, Guggenheim, Fundação Cartier, Patricia Cisneros, Gilberto Chateaubriand e José Olympio Pereira, entre outros.

A obra de Adriana faz uma ponte entre a modernidade e as convulsões físicas e mentais do barroco brasileiro, que descobriu adolescente, numa viagem a Minas Gerais. Influências? Ela lista, de um fôlego só, intelectuais (Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre), artistas (Rembrandt, Goya, Diego Rivera, Iberê Camargo) e cineastas (Peter Greenaway, David Cronenberg). O resultado, que junta elementos de azulejaria a representações realistas de vísceras expostas, é definido pela autora como a síntese de elementos aparentemente desconexos, que vão de botequim na boêmia Lapa carioca a piscina em Budapeste, passando por "notícia de jornal, banheiro de rodoviária, carne-seca em Caruaru e quadro em Nova York". Comentário típico de artista, certo? Mas Adriana não tem nada do estereótipo de excentricidade maluquete normalmente associado à categoria. Disciplinada, trabalha pelo menos oito horas por dia, com duas auxiliares; atenta aos negócios, dedica parte da jornada ao escritório e tem sua vida empresarial completamente organizada, com firma de exportação, impostos em dia e contador. É do time que considera inspiração coisa do século XIX e afirma que sua profissão é igual a outra qualquer, embora a criação seja um processo sofrido. "Durmo cheia de problemas. Quadro tem personalidade própria, e a relação nem sempre é amorosa", diz. O que não impede que tenha tempo para ser carioca da gema: adora praia, chorinho, cachaça e botequim e já teve seu trabalho estampado nas camisetas do bloco Simpatia É Quase Amor, um ícone do Carnaval da Zona Sul do Rio.

Adriana foi salva da banalidade como artista (mulher, bonita, com uma queda por exotismos orientais) pela tremenda força criativa que explode em sua obra. Filha de pai militar e mãe nutricionista, pensou em ser engenheira. Não chegou ao fim do primeiro ano. Depois tentou desenho industrial. A história se repetiu. Em 1984, matriculou-se na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, berço da chamada geração 80, imediatamente anterior à sua. Lá, descobriu a possibilidade de viver da arte. Na mesma época, enamorou-se, literalmente, do Oriente. Enveredou pelas artes marciais, tornou-se professora de tai chi chuan, casou-se com seu instrutor, viajou para a China. Depois viveu um casamento de seis anos e muitas rodas de samba com o músico Marcello Gonçalves. Em março deste ano, uma nova guinada. Foi durante uma visita a Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, a convite do empresário mineiro Bernardo Paz, dono do Centro de Arte Contemporânea Inhotim, um ambiciosíssimo empreendimento cultural construído para abrigar sua coleção. O assunto em pauta era a construção de um pavilhão dedicado ao trabalho de Adriana. Rapidamente, a conversa tomou outro rumo – e que rumo. Em poucas semanas ambos desfizeram os respectivos casamentos e, em seguida, ela engravidou.

As fofocas ultrapassaram as fronteiras do mundinho das artes plásticas. Paz é quinze anos mais velho que Adriana, estava no quinto casamento, e é uma figura controvertida no meio artístico. Seu Centro de Arte, de uma beleza de tirar o fôlego, é considerado um espetáculo pelos admiradores e um delírio megalomaníaco pelos detratores. O namoro e a festa de arromba do casamento catapultaram Adriana dos suplementos culturais para as colunas sociais. "Foi muito estranho. A gente fazia qualquer coisa e saía no jornal", diz ela. A festa, para 300 convidados, aconteceu em plena ebulição do escândalo do mensalão, o que acrescentou ainda mais pimenta às fofocas em torno do casal, porque Cristiano Paz, sócio de Marcos Valério nas agências SMPB e DNA, é irmão de Bernardo (e acabou não indo à festa).

No ano que vem, que começará com o nascimento de Catarina, a vida de Adriana ganhará contornos de malabarismo. Ela terá de se dividir entre o feijão-tropeiro com lingüiça e a alimentação natureba, entre a escala monumental de Inhotim e a sua própria, intimista, entre duas casas e dois ateliês. Vai acompanhar a construção do pavilhão que deu início a seu romance com Paz e trabalhar nas obras que ficarão ali expostas, mas não quer permanecer longe do mercado do Rio e de São Paulo (nem dos botequins cariocas, claro). Adriana está se programando para viver na originalíssima ponte aérea Jardim Botânico–Brumadinho. Quanto ao resto do mundo que conta na sua profissão, este vem até ela.


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23 de novembro de 2005

REVOLUÇAO CUBANA




Fidel e Che: duas das principais lideranças que conduziram a Revolução Cubana, em 1959.

Sendo uma das últimas nações a se tornarem independentes no continente americano, Cuba proclamou a formação de seu Estado independente sob o comando do intelectual José Marti e auxílio direto das tropas norte-americanas. A inserção dos norte-americanos neste processo marcou a criação de um laço político que pretendia garantir os interesses dos EUA na ilha centro-americana. Uma prova dessa intervenção foi a criação da Emenda Platt, que assegurava o direito de intervenção dos Estados Unidos no país. Dessa maneira, Cuba pouco a pouco se transformou no famoso “quintal” de grandes empresas estadunidenses. Essa situação contribuiu para a instalação de um Estado fragilizado e subserviente. De fato, ao longo de sua história depois da independência, Cuba sofreu várias ocupações militares norte-americanas, até que, na década de 1950, o general Fulgêncio Batista empreendeu um regime ditatorial explicitamente apoiado pelos EUA. Nesse tempo, a população sofria com graves problemas sociais que se contrastavam com o luxo e a riqueza existente nos night clubs e cassinos destinados a uma minoria privilegiada. Ao mesmo tempo, o governo de Fulgêncio ficava cada vez mais conhecido por sua negligência com as necessidades básicas da população e a brutalidade com a qual reprimia seus inimigos políticos. Foi nesse tenso cenário que um grupo de guerrilheiros se formou com o propósito de tomar o governo pela força das armas. Sob a liderança de Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto “Che” Guevara, um pequeno grupo de aproximadamente 80 homens se espalhou em diversos focos de luta contra as forças do governo. Entre 1956 e 1959, o grupo conseguiu vencer e conquistar várias cidades do território cubano. No último ano de luta, conseguiram finalmente acabar com o governo de Fulgêncio Batista e estabelecer um novo regime pautado na melhoria das condições de vida dos menos favorecidos. Entre outras propostas, o novo governo defendia a realização de uma ampla reforma agrária e o controle governamental sob as indústrias do país. Obviamente, tais proposições contrariavam diretamente os interesses dos EUA, que respondeu aos projetos cubanos com a suspensão das importações do açúcar cubano. Dessa forma, o governo de Fidel acabou se aproximando do bloco soviético para que pudesse dar sustentação ao novo poder instalado. A aproximação com o bloco socialista rendeu novas retaliações dos EUA que, sob o governo de John Kennedy, rompeu as ligações diplomáticas com o país. A ação tomada no início de 1961 foi logo seguida por uma tentativa de contra-golpe, onde um grupo reacionário treinado pelos EUA tentou instalar - sem sucesso - uma guerra civil que marcou a chamada invasão da Baía dos Porcos. Após o incidente, o governo Fidel Castro reafirmou os laços com a URSS ao definir Cuba como uma nação socialista. Para que a nova configuração política cubana não servisse de exemplo para outras nações latino-americanas, os EUA criaram um pacote de ajuda econômica conhecido como “Aliança para o Progresso”. Em 1962, a União Soviética tentou transformar a ilha em um importante ponto estratégico com uma suposta instalação de mísseis apontados para o território estadunidense. A chamada “crise dos mísseis” marcou mais um ponto da Guerra Fria e, ao mesmo tempo, provocou o isolamento do bloco capitalista contra a ilha socialista. Com isso, o governo cubano acabou aprofundando sua dependência com as nações socialistas e, durante muito tempo, sustentou sua economia por meio dos auxílios e vantajosos acordos firmados com a União Soviética. Nesse período, bem sucedidos projetos na educação e na saúde estabeleceram uma sensível melhoria na qualidade de vida da população. Entretanto, a partir da década de 1990, a queda do bloco socialista exigiu a reformulação da política econômica do país. Em 2008, com a saída do presidente Fidel Castro do governo e a eleição do presidente Barack Obama, vários analistas políticos passaram a enxergar uma possível aproximação entre Cuba e Estados Unidos da América. Em meio a tantas especulações, podemos afirmar que vários indícios levam a crer na escrita de uma nova página na história da ilha que, durante décadas, representou o ideal socialista no continente americano.